sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Foco! É tudo uma questão de foco!... até que ponto?

Quem sou eu? Quem sou eu como sujeito histórico, como produto cultural, ou sistema de crenças? O que em mim é resultado das informações que chegam até mim? Talvez tudo! Hoje compreendo que, o modo como me expresso, o modo como penso, as minhas atitudes, reações, minhas crenças, nada mais são do que o resultado de milhentas influências exteriores. Então... como retirar todas as capas e saber o que verdadeiramente sou? Para me auxiliar neste processo... estudo!
Porém, deparo-me sempre com uma barreira filosófica interessantíssima: as fontes de informação que considero credíveis e as informações que considero também credíveis... são-no verdadeiramente, ou são somente o resultado de uma seleção que faço no intuito inconsciente de obter a confirmação daquilo que considero como certo e real? Por exemplo, se eu for uma pessoa que acredita nos ideais de extrema direita, nunca irei buscar resposta às minhas questões dentro da literatura judaica; e se eu for cristão, nunca irei procurar a verdade no meio dos sutras budistas. Irei sempre procurar informações dentro dos meios culturais e ideológicos que eu considero verdadeiros dentro das minhas próprias convicções, acrescentando, deste modo, sempre algo mais ao que acredito ser verdade, mas, porém, algo que não é novo, possuindo, no entanto, aspecto de novo.
O naturologista defende a naturologia, mas o médico alopata defende a alopatia. E cada um deles vai confirmar as certezas que tem perante si mesmo e perante o outro, com informações retiradas dos ensinos em que acredita... e acreditem: chega uma hora em que o terceiro já não sabe mais em quem acreditar, porque ambos apresentam considerações altamente justificáveis e inteligentes.
O mesmo acontece entre as versões históricas oficiais e as teorias da conspiração: qual delas é verdadeira? Quais as fontes que busco para saber a verdade? Estarei mesmo a querer saber a verdade, ou estou somente a querer confirmar uma versão histórica que já concebo como real? Porque, se por um lado, aos defensores do que é oficial lhes parece haver demência por parte dos que defendem as intenções totalitárias das elites para formarem um governo mundial... aos defensores de que existem intenções totalitárias por parte de elites para formarem um governo mundial, parece haver covardia e cegueira naqueles que acreditam nas versões oficiais. Quais estarão certos, quando todos, na visão de cada um deles, possuem argumentos lógicos que defendem suas prespectivas?
Será que o Universo funciona de uma forma tão maravilhosa e incompreensível que, a verdade, é aquilo em que focamos nossa atenção? Para quem acompanha as surpreendentes descobertas que têm vindo a acontecer na área da física quântica, tudo indica que sim, uma vez que a matéria quântica se comporta dentro das expectativas dos experimentadores.
Quem diz que o mesmo não acontece na dimensão onde vivemos e ainda não nos apercebemos bem como a realidade reage aos nossos pensamentos, às nossas expectativas, às nossas crenças? Talvez a conspiração seja mesmo esta: os governos estão fazendo as massas acreditarem numa realidade futura e porque as massas estão acreditando cada vez mais numa determinada realidade futura, é mesmo para lá que estamos caminhando?
Se assim fôr, convém, o mais rápido possível, mudar as nossas visões do futuro, para algo bem mais vivificante, construtivo, positivo e belo, para que seja mesmo este o futuro que alcançaremos.

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