domingo, 6 de março de 2011

Liberdade = 0 <> Criminalidade = 0 ... e o Sistema de Controle em Portugal

(O seguinte trabalho foi realizado por mim em 2007... mas continua sempre actual)

Liberdade = 0 <> Criminalidade = 0

Esta é a fórmula apresentada por Yevgeny Ivanovich Zamyatin no seu livro "Nós", no qual se inspiraram Aldous Huxley, George Orwell e Ayn Rand para escreverem Admirável Mundo Novo, 1984 e Anthem, respectivamente.

A Ordem dos Advogados fica contra novo sistema de segurança com a criação do SISI (Sistema Integrado de Segurança Interna)
"(...) poderes concentrados, perigos redobrados (...): coordenação da actividade de segurança e de informação sob a tutela política do primeiro-ministro"
Licinio Lima
Terça, 3 de Abril de 2007
http://dn.sapo.pt/2007/04/03/sociedade/advogados_contra_novo_sistema_segura.html

Logo, não podemos esquecer disto:

Ex-director da PJ contra concentração de poder
"A nova arquitectura das forças policiais (...) ficarão todas sob o comando de um SGSI (Secretário-geral para a Segurança Interna). Santos Cabral, ex-director da Polícia Judiciária (PJ) (...) declarou que no caso da Judiciária há que acautelar o acesso do SGSI aos processos relacionados com a criminalidade económica, sobretudo casos de corrupção que possam tocar no poder político. Com o novo modelo, toda a informação da PSP, GNR, PJ e SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) passa a ser canalizada para uma só pessoa que reporta ao primeiro-ministro, José Sócrates."
Carlos Rodrigues Lima
Terça, 6 de Março de 2007
http://dn.sapo.pt/2007/03/06/tema/exdirector_pj_contra_concentracao_po.html

É de lembrar que a demissão de Santos Cabral ficou rodeada de factos peculiares:

Santos Cabral sai sozinho da Polícia Judiciária
"(...) Santos Cabral, entrou ontem no Ministério da Justiça (MJ) com o pedido de demissão na mão, mas saiu demitido por despacho conjunto do ministro da Justiça, Alberto Costa, e do primeiro-ministro, José Sócrates. O director da PJ foi acompanhado pelo porta-voz da direcção, Manuel Rodrigues. Na mão deste, curiosamente, seguia o livro Deserto do Mal - que deu origem ao filme Syriana, que conta a história de um agente da CIA cuja carreira terminou em desgraça devido a complexos jogos políticos internacionais."
Carlos Rodrigues Lima
Terça, 4 de Abril de 2006
http://dn.sapo.pt/2006/04/04/nacional/santos_cabral_sozinho_policia_judici.html

Contra esta concentração de poder ergueram-se outras vozes:

PGR fica "debaixo do chapéu do Governo"
"O líder parlamentar do PSD acusa o Governo de querer colocar o procurador-geral da República (PGR) "debaixo do chapéu do primeiro-ministro relativamente ao combate ao crime e à perseguição policial", sublinhando que se trata de uma "concentração de poderes anómala que atenta contra o Estado de direito"."
Licínio Lima
Terça, 6 de Março de 2007
http://dn.sapo.pt/2007/03/06/nacional/pgr_fica_debaixo_chapeu_governo.html

A criminalidade, supostamente, aumenta, as notícias sobre criminaidade aumentam, o medo da população aumenta... Estarão as forças policiais prontas para fazer frente ao suposto crescimento dos índices de criminalidade?


«A PJ está falida»
"Na PJ falta dinheiro para combustível, material de escritório, produtos de limpeza, bem como para acorrer a outras despesas como sejam, electricidade, telefone e portagens. Empresas como a Brisa, Galp e PT já ameaçaram cortar o abastecimento em alguns departamentos, casos as dívidas não sejam regularizadas. Os fornecedores não recebem desde Janeiro. No laboratório de polícia científica «já não se fazem exames porque não há dinheiro para reagentes»"
Cláudia Rosenbusch
2006/03/30
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=663993

A eficácia das forças policiais diminui, os lucros das empresas de segurança, investigação tecnológica e armamento, aumentam. Que serviços oferecem as empresas de segurança e controle tecnológico?

- Sistemas anti-incêndio
- CFTV (Circuito Fechado de Tele-Visão)
- Sistemas RFID (Identificação por Radiofrequência)
- Scaneamento de impressões digitais e íris dos olhos
- Gereciamento de Base de Dados - IT (Tecnologia de Informação)
- etc.


Lucros proporcionais aos índices de criminalidade física e virtual

- Se a prevenção contra o crime físico e virtual (junto com a facilidade e eficácia de gerenciamento de informação) é o ganha-pão milionário destas empresas de segurança, interessar-lhes-à que os índices de criminalidade diminuam?

- Se os índices de criminalidade diminuirem, diminuirão, também, os lucros das empresas de segurança?

- Se a diminuição dos índices de criminalidade implicar uma diminuição nos lucros das empresas de segurança, que farão estas empresas para que os seus lucros voltem a subir?

- E se são as empresas de segurança as grandes benificiadas com o aumento dos índices de violência e criminalidade, porque estará o Estado a concentrar poderes e a deixar as forças policiais sem meios para concretizarem aquilo para que, supostamente, foram criadas, ou seja, para prevenir e lutar contra o crime, deixando, invés disso, que a prevenção contra o crime fique nas mãos de empresas multinacionais?


Entretanto, em Portugal (e no mundo), o investimento na eficácia contra o crime vai sendo liderado por multinacionais, que aplicam novos métodos tecnológicos de prevenção ao crime, conjuntamente com o gerenciamento de informação pública, privada e governamental, o que torna o panorama, realmente, assustador. Este gerenciamento de informação, em Portugal, tem de ser registado na CNPD (Comissão Nacional de Protecção de Dados): esta é a entidade portuguesa que trata toda a informação armazenada em base de dados, apesar da mesma ser gerida pelas ditas empresas.
http://www.cnpd.pt/bin/cnpd/historia.htm

As empresas que gerem as bases de dados em Portugal s ão as mesmas que estão a desenvolver tecnologias de controle na prevenção contra o crime (tais como RFID), algumas delas trabalham, também, com programas de saúde pública, de pesquisa aeroespacial e armamento pesado: uma mistura de serviços explosiva!!!

A Sybase desenvolve produtos e serviços multi-plataforma em três áreas-chave: 'Gestão da Informação', 'Desenvolvimento & Integração' e 'Mobilidade & RFID'. A visão da Sybase é criar a Unwired Enterprise - uma empresa onde a informação crítica de negócio pode circular de forma segura, para a frente e para trás, desde o centro de dados até ao dispositivo móvel e está disponível para a pessoa certa, em qualquer altura, em qualquer lugar. A missão da Sybase é dar aos seus clientes a excelência da informação, ao providenciar soluções de software para a mobilidade e gestão da informação que optimizam os investimentos, unem recursos e aumentam o alcance. A Sybase é a maior companhia de software empresarial exclusivamente focada em gerir e mobilizar a informação desde o centro de dados até ao ponto de acção. A Sybase providencia soluções abertas e multi-plataforma que permitem disponibilizar a informação de forma segura em qualquer altura, em qualquer lugar, permitindo aos clientes obter a excelência da informação.
http://www.sybase.pt/gvsview/gvs/sybase-pt/sobre_sybase/quem_somos.htm

Oracle é um SGBD (sistema gerenciador de banco de dados). É a primeira empresa de software a desenvolver e a instalar uma companhia na internet 100% capacitada em software em toda a sua linha de produtos: base de dados, aplicações para negócios e ferramentas para aplicações de desenvolvimento e para decisões de suporte. A Oracle é a líder mundial em fornecimento de software para gerenciamento de informação e a segunda maior companhia independente de software.
http://www.oracle.com/corporate/story.html
A Oracle investe, também, no sistema de segurança RFID (Identificação por Radiofrequência)
http://www.oracle.com/technologies/rfid/index.html

A IBM apresenta uma complexa rede de serviços e indústrias, que vai desde o gerenciamento de base de dados, à tecnologia aeroespacial e de defesa, telecomunicações, saúde publica, etc.
http://www-5.ibm.com/services/pt/portfolios/ http://www-5.ibm.com/services/pt/industries/
e sistema de segurança RFID
http://www.ibm.com/Search/?q=rfid&v=14&lang=pt&cc=pt

Para além do Estado português estar a deixar que as forças policiais que, supostamente, deveriam defender os interesses púbicos e privados dos cidadãos, estejam a cair vertiginosamente na eficácia dos seus métodos operacionais (através de cortes de subsídios e de notórios embaraços nas investigações levadas a cabo pelas referidas instituições policiais), está ainda a incentivar que os serviços de segurança e prevenção ao crime estejam a ser liderados por empresas multinacionais estrangeiras, de interesses completamente alheios aos interesses nacionais, uma vez que somente buscam o próprio lucro. As críticas a esta centralização de poder têm surgido das mais variadas frentes da sociedade portuguesa, porém, como se nunca tivessem existido. Mas porque estará um governo provisório e um primeiro-ministro provisório (porque em Portugal, devido a eleições regulares, os governos mudam), a centralizar o poder nas mãos dos ministérios e do primeiro-ministro, degradando as forças policiais e militares e entregando a gestão da segurança e da informação a multinacionais estrangeiras? Se o Eng(?) José Sócrates fosse um ditador com intenções de ficar um longo período de tempo sentado na cadeira que hoje ocupa, compreendia-se as medidas que está a tomar. Mas, partindo do princípio de que não se trata de um ditador (uma vez que não vejo em sua pessoa força de carácter suficiente para tal, nem, tão pouco, vejo à sua volta o apoio suficiente para que tal se realize com sucesso), então, assim sendo, não deslumbro outra razão para a tomada destas medidas a não ser os lucros e as recompensas fabulosas com que alguns cavalheiros estão a ser prendados no meio de toda a confusa agitação política, social, económica e cultural que tem vindo a abrir o enorme fosso entre o rendimento médio e o poder de compra de maior parte das famílias em Portugal, desde o 25 de Abril e acentuada após a adesão do mesmo à União Européia. Assustadoramente, contemplamos o sistema policial e judicial agir de modo deficiente, ineficaz e até incompetente, transparecendo favoritismos, camaradagens entre pessoas que se protegem umas às outras sem o mínimo de respeito pela qualidade e integridade de vida dos cidadãos (não é disto um grande exemplo o caso Casa Pia?) Obviamente que esta imensa jogada político-empresarial tem sido apoiada pela classe bancária que vê os seus impostos extremamente abaixo do resto das empresas em Portugal, uma classe privilegiada em projectos como a OTA, o TGV, a barragem do Alqueva, etc.

Portugal está entregue a uma máfia sem precedentes, ou escrúpulos, encaminhando o país para a inevitável falência, para o caos social e para a desordem institucional!!!

2 comentários:

Anônimo disse...

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