sábado, 2 de julho de 2011

Racionalidade Inteligente para Quem Ainda Não Acredita Viver Numa Ditadura disfarçada de Liberdade

Esta é a capa do livro "Nós" de Yevgeny Ivanovich Zamyatin escrito por volta de 1920. Lembrei-me dele porque alguém tem vindo, insistentemente, a pedir que eu lhe prove que vivemos os primeiros tempos de uma ditadura global, a qual, tem por objectivo, o controle tecnológico absoluto de toda a população - isto de pois de reduzi-la dos actuais 6.800.000.000 de habitantes para cerca de 500.000.000.

Este livro é parte de uma série de livros escritos por autores diferentes, nos quais se incluem:

- Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley
- 1984 de George Orwell
- Anthem de Ayn Rand

Com isto, sugiro que estudem com carinho e olho vivo um certo post que publiquei aqui no blogue em:

Saúde, Paz e Prosperidade para todos

12 comentários:

Anônimo disse...

Tem consciência que quer o 1984, quer o admirável mundo novo, quer o anthem são obras de ficção?

Os autores fazem um exercício de "E se ...", que nada tem a ver com a realidade (ou com a racionalidade). Esses livros são maravilhosos exercícios de imaginação (pelo menos os dois primeiros, confesso que ainda não li nenhum romance de Ayn Rand e o seu "egoísmo racional", e desconhecia por completo o Yevgeny Zamyatin). São também maravilhosas reflexões sobre a alma, a civilização e as ambições humanas. Mas são obras de ficção. São fantasias.

Os autores recorrem a estas técnicas quando se querem focar em pequenos pontos e afastar tudo aquilo que consideram acessório à mensagem que querem transmitir. Ao criarem um mundo novo, com regras relativamente simples, o autor consegue controlar melhor o fluxo da história, consegue ter maior controlo sobre o que apresenta aos leitores, sem correr o risco de defraudar as suas expectativas. Inúmeros autores recorrem a estas técnicas: de Tolkien a HG Wells, de Dante a Aasimov. A ideia é sempre a mesma: enfatizar (exagerando) a mensagem que querem passar e eliminar todos os aspectos mundanos e supérfluos.

Estas histórias não podem ser interpretadas de forma literal. Nem essa foi sequer a intenção dos autores. A sua intenção foi destilar e exagerar uma mensagem até por vezes chegarem ao ponto do ridículo.

Se os seus indícios que o país está a caminhar para uma ditadura são romances de ficção não há muito a dizer ...

E o outro link que deixou também deixa muito a desejar. Desde a admiração com a PGR ser dependente do governo (sempre foi assim, não é de agora; e acresce que a PGR são os advogados do estado e não os juízes, não têm de ser imparciais (embora segundo a constituição tenham de ser autónomos)); passando pela integração das polícias (sim que é muito mais eficaz só perseguir um criminoso até à fronteira da cidade, que aí acaba a jurisdição e aí já é a outra polícia que tem de actuar); e a acabar naquela parvoíce do RFID e das empresas que desenvolvem produtos com RFID. O RFID não é uma tecnologia de prevenção de crime. Nunca foi. É uma tecnologia que foi inventada para baixar os custos das empresas com os trabalhadores. O RFID é o resultado da automatização dos processos de inventariação de produtos e de validação de bilhetes.



Mas repare que no meio disto tudo, ainda não disse onde (e de que maneira) é que lhe estão a limitar a liberdade.

Daniel Simões disse...

Caro anónimo almadense (já desconfiando que o seu nome é Sérgio),

não lhe vou dizer nada sobre o modo como nos estão a limitar a liberdade. Como posso? Seria alimentar uma discussão sem sentido com alguém que vê o oposto, vê diferente, sente-se (talvez) confortável com o sistema em que vive e nunca aceitará o que quer que seja que lhe seja exposto dentro deste assunto e sempre contraporá, contradirá, contrapovará... por isso, para quê estar a procurar explicar ao cavalheiro seja o que for?

É como procurar explicar a Realeza Divina a quem é ateu.

Saúde e Boa Sorte

Daniel Simões disse...

E claro que eu sei que as obras são de ficção! Dãh xP

Anônimo disse...

Excelso Daniel Simões,

Reparou que está a fugir à questão novamente? Devo entender essa fuga como uma admissão de que não é capaz de suportar as afirmações que faz? Devo entender que tem medo do contraditório?

A partir do momento em que se afasta de argumentos de base racional e começa a fazer apelos à emoção (uma vasta categoria de falácias), torna-se impossível discutir o que quer que seja com base na razão.

P.S. - E já agora, no futuro, tente não cair em argumentos falaciosos do tipo homem de palha como os que fez.

E não sou de Almada, e embora conheça alguns Sérgios, nenhum deles é de Almada.

Daniel Simões disse...

Caro anónimo,

explique-me uma coisa, então: se não existe um plano para criar um governo mundial, porque é que existe no CFR - Council on Foreigner Relations, um programa chamado "Programa para a Governança Global e Instituições Internacionais"?

Como já mostrei em post anterior, este programa engloba nele praticamente todos os programas existentes no CFR (Médio Oriente, África, Ásia, Meio Ambiente, Economia, etc).

http://naturologiamiga.blogspot.com/2011/06/todas-as-traducoes-forma-feitas-pelo.html

Quantos juntamos toda a complexidade de informações existentes neste programa, com a complexidade de informações existentes nos programas que o envolvem, elaborando pontes de relação entre os personagens envolvidos com outro tipo de programas e agendas existentes em outros organismos internacionais (como é o caso da ONU, Grupo de Bilderberg, Comissão Trilateral, etc.), o panorama que vem ao de cima é (mais uma vez) extremamente complexo, envolvendo corporações, industrias farmaceuticas, alimentares, mass midia, etc... mas quando nos esforçamos por estudar (porque é preciso estudar e muito) os imensos documentos oficiais que nos chegam até às mãos, junto com as tais pontes que conseguimos criar com os individuos, empresas, fundações, corporações envolvidas nestes organismos, chegamos, ao fim de algum tempo, à compreenção do que está a acontecer.

Logo, quando o cavalheiro quer que eu, num pequeno comentário, lhe prove por A+B que existe a intenção de uma elite em criar um governo mundial tirânico, torna-se difícil.

Mas depois de realizarmos determinados estudos e ficarmos libertos do matrix da informação generalizada com que a sociedade é bombardeada, aì é só ir acompanhado o desenrolar dos acontecimentos para saber, + ou -, a quantas andamos.

Já por várias vezes lhe pedi que se esforce um pouco para pegar nestas informações e links que lhe forneço (a si e a todos os que seguem o meu blogue) e que procure estudar, estabelecer relações e compreender, ou deixar de compreender, que, afinal, já estamos a viver numa nova ordem mundial dictatorial... porém, ainda não completamente.

Anônimo disse...

Excelso Daniel Simões,

Reparou que continuou sem responder à pergunta sobre como é que lhe está a ser limitada a sua liberdade?


Em relação ao Council on Foreign Relations, a sua missão é:

"The Council on Foreign Relations (CFR) is an independent, nonpartisan membership organization, think tank, and publisher dedicated to being a resource for its members, government officials, business executives, journalists, educators and students, civic and religious leaders, and other interested citizens in order to help them better understand the world and the foreign policy choices facing the United States and other countries."

Ou seja é um grupo de discussão, opinião e informação (e eventualmente lobbying, mas isso é mais difícil de avaliar pelas informações disponibilizadas). Se se der ao trabalho de ler os "programas" para os vários continentes, irá verificar que estes programas consistem em simpósios, mesas redondas e na elaboração de relatórios e artigos de opinião.

Em relação ao tal programa para a "governança mundial":

"Given these trends, U.S. policymakers and other interested actors require rigorous, independent analysis of current structures of multilateral cooperation, and of the promises and pitfalls of alternative institutional arrangements. The IIGG program meets these needs by analyzing the strengths and weaknesses of existing multilateral institutions and proposing reforms tailored to new international circumstances."

Ou seja o propósito deste programa é analisar as instituições existentes, como funcionam, que competência têm, que dificuldades atravessam, e sugerir alterações ao seu modo de funcionamento. E agora pasme-se: esse é o objectivo de QUALQUER grupo de debate e opinião. Qualquer grupo de opinião, desde a greenpeace à amnistia internacional, da confederação nacional da indústria ao sindicato dos trabalhadores ferroviários, emite relatórios que no fundo dizem: "isto funciona mal nestas circunstâncias, e para o corrigir propomos estas alterações". Desde quando é que um grupo de opinião propor de forma fundamentada (e pública) alterações às instituições existentes é maldoso ou tirânico? Será que é tirânico se eu propuser que os EUA proíbam a pena de morte?

E aquela referência à fundação Robina é altamente questionável. Portanto, o programa do CFR é mau porque é financiado pela fundação Robina, que, entre muitas outras coisas, financia a universidade de Yale, na qual existe, entre muitas outras, a fraternidade Skull&Bones. Não diz em lado nenhum que a fundação Robina financia directamente a Skull&Bones. A universidade de Yale tem 11000 estudantes, dos quais menos de 100 fazem parte da Skull&Bones (a Skull&Bones só aceita 15 estudantes por ano). Acresce que Yale é uma das maiores e mais prestigiadas universidades do mundo. É perfeitamente natural que a fundação Robina apoie universidades com a dimensão e o prestígio de Yale. A ligação que quer estabelecer entre a Skull&Bones e o CFR é fraquíssima.

(continua)

Anônimo disse...

(continuação)

Quanto à complexidade das "tramas", gostaria de relembrar o princípio de Occam (também conhecido como a navalha de Occam), que diz qualquer coisa como: Quando existem duas explicações para o mesmo fenómeno, a mais simples é geralmente a correcta. Repare que o princípio de Occam não é uma verdade absoluta. Assumir que determinada explicação está correcta só porque é mais simples (ou vice-versa que é o que o Daniel faz) é uma falácia. No entanto é um bom guia para o pensamento. Quanto mais simples são as explicações, mais fácil é compreendê-las, trabalhá-las e averiguar a sua veracidade.


E já lhe disse mais do que uma vez que quando pede para o leitor unir os pontos está a incorrer em duas falácias. A primeira é a inversão do ónus da prova. Como é o Daniel a fazer as afirmações é ao Daniel que cabe suportá-las. A segunda é o argumento por verbosidade (também conhecido por prova por intimidação). Ao dar ao leitor uma tarefa complexa como "prova" das suas afirmações, está no fundo à espera que ele desista (mesmo que essa esperança seja apenas a um nível subconsciente), ou seja quer ganhar o argumento não com base na razão, não com base no mérito racional dos seus argumentos, mas sim com base na intimidação do adversário.

Daniel Simões disse...

A própria descrição do CFR diz tudo:

"U.S. policymakers"

Programas dos E.U.A. para todo o planeta. Se isto não reflete uma intenção totalitária, reflete o quê?

Daniel Simões disse...

A minha liberdade é limitada quando procuro expôr certo tipo de situações políticas, corporativas, injustiças judiciais, etc.

A minha liberdade é censurada quando quero falar publicamente aquilo que penso, expondo a corrupção ao alto nível e sou oprimido pelas forças policiais quando não estava, com a minha manifestação, perturbando a ordem pública.

A minha liberdade é distorcida quando as manifestações públicas são infiltradas por agentes da polícia que causam, propositadamente, a desordem, a destruição dos bens públicos e o caos em geral (este tipo de casos já foi exposto mais do que uma vez em alguns sites e na TV italiana de forma séria).

Basta eu ir para a rua com um cartaz com um dizer mais polémico sobre o sistema em que vivemos e sou logo abordado pela polícia, silenciado e se presistir, preso.

A liberdade de expressão é censurada a partir do momento em que começamos a expôr aqueles que ganham fortunas à custa da corrupção. Estes corruptos encontramo-los (colocando Portugal como pivot desta nossa conversa) nos partidos políticos, em cargos de poder governamental e ligados a grupos internacionais como o grupo de Bilderberg. A percentagem de participantes do grupo de Bilderberg com passados e presentes de alta corrupção é elevada. Ora, este tipo de corrupção, feita entre posições de poder governamentais, construtoras (civis, militares, etc.) e os bancos é que tem trazido o país e a Europa em geral para a crise com que hoje nos deparamos (junto com a tal exposição que lhe fiz sobre o sistema de crédito).

Não é por acaso que temos já alguns exemplos em Portugal de jornalistas que não podem exercer as suas profissões por terem apontado a corrupçãoa de pessoas com altas influências de poder.

Já temos também em Portugal alguns exemplos de blogueiros que foram perseguidos, os seus blogues foram retirados do ar e até em casos mais extremos, tiveram todo o material tecnológico caseiro apreendido por policiais sem mandado de busca (estes casos são minuciosamente apresentados pelo blogueiro Bilder e outros).

E se isto tudo não chega e ainda parece devaneio, então meu caro, talvez estejamos muitos de nós a ver tudo errado e é tudo fruto da nossa cabeça. Ainda assim, é incrivel como é que as peças se juntam sempre com as mesmas cabeças, os mesmos grupos, o mesmo tipo de acções.

Fada do bosque disse...

Todos vigiados!
A ter em conta.

Um abraço, Daniel.

Fada do bosque disse...

porque é que este blogue nunca me mostra os seguidores mas sim uma janela em branco e não me dá a opção de seguir?! Que coisa estranha!...

Daniel Simões disse...

Não sei, Fada.
Bons links os que me enviou.
Vou adicionar o blogue à "escola de Blogues".