sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Conselho dos 13 é Formado nos E.U.A.

4 comentários:

Anônimo disse...

Tantos disparates:

1)O poder não foi entregue aos "bancos centrais". Os bancos centrais não são bancos. Não são empresas privadas. São entidades reguladoras públicas que respondem perante os governos dos países. Governos esses que foram eleitos (directa ou indirectamente) pelo povo (excepto nos países ditatoriais, como é óbvio).

Dizer que o poder foi entregue aos bancos centrais é como dizer que é a polícia (ou os bombeiros, ou os hospitais, ou os tribunais, ou qualquer outra instituição pública) que exerce o poder.

2) A moção de aumento da dívida nada tem a ver com o funcionamento do banco central ou do governo. Cada estado tem um valor máximo de dívida que pode contrair. Esse limite é arbitrário e é determinado pelo parlamento do respectivo país (no fundo é uma lei que diz que o estado só se pode endividar até ao valor X). O que aconteceu é que os EUA estavam muito perto de chegar a esse valor.

Como os EUA são um estado de direito e o governo não pode desrespeitar a lei, se esse limite fosse atingido, o estado deixaria de poder pedir dinheiro emprestado. O que quereria dizer que não teria dinheiro para pagar o seu défice, ou seja existiria um calote.

Este acordo alterou esta lei, aumentado o valor o limite de dívida ao governo dos EUA. Ou seja permite que o governo contraia uma dívida maior. Não entregou o poder a ninguém.

Resta ainda dizer que este tipo de alteração aos limites da dívida soberana são muito comuns, e já aconteceram centenas de vezes nos últimos 100-200 anos. Em nenhuma dessas vezes essa alteração implicou uma perda de soberania por parte dos cidadãos. É um processo frequente e normal nos estados de direito (sejam eles democráticos ou não).

3) Quanto à acusação da criação de conselhos para isto e para aquilo, são as burocracias típicas de qualquer estado de grandes dimensões. E é importante referir que todos esses conselhos são nomeados por órgãos soberanos eleitos democraticamente (a maioria são nomeados pelo congresso, sendo alguns nomeados pela casa branca).

(continua)

Anônimo disse...

4) Em relação à deslocalização da General Electric, é importante referir que a empresa é privada e os seus donos fazem dela o que quiserem (a não ser que seja criado uma lei que o impeça, mas isso é competência do congresso, já para não falar que seria o "estado a imiscuir-se nos assuntos dos privados", o que é geralmente muito mal visto pelo povo norte-americano).

5) O congresso não entregou o seu poder legislativo a ninguém. Nem o pode fazer. O poder do congresso vem da constituição, o mais alto documento jurídico de qualquer estado de direito. A única forma de o congresso perder os poderes que a constituição dos EUA lhe atribuem é através de uma nova constituição (que teria de ser aprovada pelo congresso com maioria qualificada de pelo menos 2/3).

6) O senhor do vídeo também faz inúmeras acusações de acções ilegais (nomeadamente quando fala em recolha de armas, visto que nos EUA a constituição protege o direito de porte de arma). Isso pode estar a acontecer. Há foras da lei em todos os países. Mas para isso é que se criaram os tribunais. Se o senhor tem indícios de qualquer ilícito, seja por que entidade for, é seu dever recorrer ao sistema judicial. São a única autoridade com a competência para aplicar a lei.

(continua)

Anônimo disse...

7) Outro erro em que o senhor do vídeo cai é fazer citações fora do contexto, o que induz em erro quem o ouve. Acresce que as citações não querem dizer grande coisa num estado de direito. O que conta é a lei escrita, e não o que o Sr. Fulano Beltrano disse ou pensa. É aliás por isso que existe nos estados de direito o princípio da separação de poderes. Não há ninguém com poder absoluto, pelo que as suas posições/opiniões nunca podem causar grandes alterações. Mesmo o homem mais poderoso da América (o presidente) tem severas limitações ao que pode fazer. É só ler um documento chamado Constituição dos EUA, que fica logo a perceber o que o presidente pode e não pode fazer.

8) Aquele detalhe da radiação de Fukushima é uma pérola. Fukushima está muito longe dos EUA. Se lá chegasse alguma dose de radiação suficientemente grande para afectar a população dos EUA, já os Japoneses teriam morrido há muito.

Os limites de radiação para a saúde pública são determinados por critérios científicos, e não se alteram há muitos anos. Para além destes limites determinados cientificamente por entidades multinacionais de especialistas na matéria, cada país tem limites legais, a partir dos quais as pessoas estão impedidas de trabalhar nesse ambiente. Estes limites regulam qual a quantidade máxima de radiação dentro das centrais nucleares, e nas suas imediações. Determinam também qual é a quantidade máxima de radiação permitida em locais de armazenamento de material radioactivo. São guias legais à construção destas estruturas. Não reflectem a perigosidade da radiação. Esses limites são, em geral, muito inferiores aos valores a partir dos quais há risco para a saúde.

O que aconteceu com Fukushima foi que a agência atómica japonesa (que nada tem a ver com os EUA) decidiu subir os limites legais de exposição PARA OS TRABALHADORES DE EMERGÊNCIA. Porque é que fez isso? Porque se não o fizesse, os trabalhadores que estavam em Fukushima a tentar arrefecer o reactor não estavam apenas a arriscar a vida, mas estavam também a cometer um crime (porque a lei os proibia de trabalhar num ambiente com tanta radiação). Ninguém está a tentar aldrabar ninguém. É apenas uma forma de não prejudicar quem arrisca a vida pelos outros, num país onde a lei é soberana.

9) A conversa sobre a Argentina é patentemente falsa. É verdade que este país conheceu um enorme crescimento económico no início do século XX, mas com a chegada da grande depressão (que afectou todo o mundo), levou um valente tombo (chegando o PIB a cair quase 40% em 4 ou 5 anos). A recuperação desse tombo demorou mais de 30 anos (todos em ditadura). Depois seguiu-se a ditadura de Videla que se endividou brutalmente para financiar a desastrosa guerra das Malvinas, o que resultou no calote Argentino, do qual a Argentina ainda não recuperou. Não foram os bancos que deram cabo da Argentina, mas sim o ditador Videla. (quanto muito pode dizer que os bancos deram cobertura ao ditador, mas pode-se fazer essa acusação a qualquer empresa privada que trabalhe num país não democrático).

Daniel Simões disse...

Prezado Anónimo:

espernei, esbracei e estrabuche à vontade: o despertar está a acontecer e ninguém pode impedir!!!

Boa sorte!!!