quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Divulguem por todo o planeta!!!

Pirataria das Gravatas - O Governo e as Indústrias dos In-civilizados e Selvagens em seu apogeu contra a sobrevivência ancestral dos verdadeiros Tesouros da Humanidade!!! Materialistas, capitalistas, imperialistas, vivem ignorantes sobre as suas próprias naturezas físicas e espirituais: estão doentes, governam países e fazem populações inteiras sofrer com as suas demências! Longe das florestas e dos seus encantos só nos resta divulgar amplamente o verdadeiro horror das megalomanias incompreensíveis, suicidas e homicidas que, como esta, afetam todo o planeta de forma directa!!!




14 comentários:

Aldo Luiz disse...

Sou grato Daniel. Paz e bem!

Anônimo disse...

Quer energia renovável? Quer acabar com a dependência dos combustíveis fosseis? Quer acabar com as emissões de carbono para a atmosfera?

Para isso precisa de barragens hidroelétricas. E infelizmente é impossível construir barragens sem grandes impactos na biosfera.

Daniel Simões disse...

Prezado anônimo,

existem energias não poluentes, sustentáveis e que respeitam o meio ambiente (incluindo pessoas e culturas) que produzem muito mais energia do que uma hidroelétrica. P. Ex: o próprio ministro Roberto Rodrigues apresentou um estudo que mostra que com o bagaço da cana-de-açucar produzido no Brasil, produzir-se-ia 3x a energia de uma hidroelétrica como a Belo Monte. Já para não falar de alternativas como a energia eólica, solar, orgânica, etc. Imensos são os estudos e projetos práticos aplicados em diversas partes do planeta (incluindo no Brasil) que mostram a viabilidade da utilização de energias socioambientais e ecologicamente corretas, só que as grandes corporações não estão nem aì, uma vez que os lucros seriam desviados e os impostos reduzidos, ou até mesmo anulados, o que acabaria de vez com a escravidão energética com que os governos e empresas subjugam as populações.

Anônimo disse...

Excelso Daniel Simões,

A queima de bagaço da cana do açúcar (ou de qualquer outro biocombustível) é poluente. É poluente não só nas emissões quando é queimada, mas também destrói vastas áreas de solo. Caso não saiba o maior responsável pela desflorestação é mesmo a agricultura. E ao contrário do que possa pensar, os solos férteis são uma raridade no nosso planeta (apenas cerca de 12% da superfície terrestre é adequada à produção agrícola). Uma outra consequência da diminuição dos solos e das culturas disponíveis para a produção alimentar, seria o aumento dos preços dos alimentos e a consequente fome nos países mais pobres.

As eólicas estão em grande força, mas têm problemas de intermitência. Resta também dizer que produzem MUITO POUCA energia (ao contrário das grandes barragens).

A energia solar precisa de mais de 10 anos de desenvolvimento até estar sequer perto de ser rentável.

Acresce que as barragens são a única tecnologia eficaz para se armazenar energia eléctrica (basicamente o processo consiste em bombar água barragem acima). É preciso não esquecer que energia como a eólica, a solar ou das ondas são energia intermitentes, que só podem ser produzir em determinadas condições, e não quando é preciso.

Não tenha dúvidas, todas estas tecnologias ajudam, mas nenhuma é por si só uma solução.

Para ter uma ideia dos números de que se está a falar: As estimativas rápidas para 2010 em Portugal apontam para 42% da energia eléctrica ser de origem renovável. 22% da energia teve origem em barragens, 15% em eólica, 4% em biomassa e 0.3% em solar.

Como pode ver a energia hídrica tem um peso preponderante, não podendo ser eliminada da equação sem aumentar substancialmente o consumo de fósseis. E a solar é uma anedota no presente nível tecnológico (e vamos demorar décadas a chegar a tecnologias que sejam minimamente rentáveis).

Resta também dizer que Portugal é um dos líderes mundiais de energia eólica, sendo o 9º país do mundo com pais potência eólica instalada (o que é um feito considerando que o país tem apenas 10 milhões de habitantes).

Para produzir esta quantidade tão grande de eólica foram precisos qualquer coisa como 200 parques eólicos, com qualquer coisa como 2000 torres de geração.

Para produzir a energia hídrica foram necessários "apenas" 36 grandes barragens (que representam mais de 90% da energia hídrica produzida).

E quanto à alegação que não convém às empresas, está muitíssimo enganado. O que elas querem é encontrar produtos baratos. A primeira empresa a patentear um processo barato de produção eléctrica pode fazer duas coisas: baixar o preço de venda, acabando com o negócio da concorrência aumentando assim o lucro; ou manter o preço aos níveis da concorrência e, como consegue produzir mais barato, ganhar muito mais dinheiro.

As grandes corporações não têm nada contra o ambiente. Só têm contra aquilo que lhes baixe o lucro. Por isso se existe uma tecnologia mais eficiente que as actuais, pode ter a certeza que vão correr para ela.

RAMIRO LOPES ANDRADE disse...

Caro Daniel

Concordo totalmente com as explanações do anonimo.

Mas existe mais um tema muito importante.

A ocupação e desemvolvimento da amazonia não é do interesse do EUA e Nato.

As riquesas minerais e espaço territorial da amazonia causam inveja e cobiça aos americanos e europeus.

Se o brasil não ocupar e transferir população para a amazonia, lhes dando condições de saude, educação, segurança e perpesctivas de futuro, pode estar certo que as potencia extrangeiras ocuparão este território, é so ver o que estão a fazer na Libia, e o que fizeram no iraque e afeganistão.

Mais, as hidroeletricas produzem no Brasil 90% da energia eletrica consumida.
É a mais ecológica maneira de produzir eletricidade, não produz emissoes , não produz radiações nocivas, não produz residuos tóxicos.

Daniel ,procure se informar melhor, as manipulações das potencias invejosas do Brasil querem tomar a amazonia.

um abraço.

Ramiro Lopes Andrade

Anônimo disse...

Caro Ramiro,

Creio que está equivocado. Esses 90% correspondem à potência instalada no início dos anos 90. Potência instalada não é o mesmo que energia gerada.

De acordo com:
http://www.senado.gov.br/sf/comissoes/ci/ap/AP20090831_Geracao_de_energia_eletrica_no_Brasil_Novas_politicas_e_procedimentos_de_planejamento.pdf

apenas 34% da energia produzida no Brasil é de origem hídrica (que é a maior fonte de energia). O plano brasileiro é subir a quota de produção hídrica para 76% até 2017.

Daniel Simões disse...

Prezado Ramiro,

apesar de ter consciência da ocupação estrangeira que já vem a acontecer na Amazónia, essa prespectiva que me apresenta é nova para mim: populacionar a Amazónia para não haver ocupação. Tem lógica. No entanto, ainda acredito que não é necessário serem construidas hidroelétricas para suprir as necessidades energéticas da população. O que ue vejo é aquela típica problemática de transição para um novo paradigma - neste caso, de fontes energéticas que causam grande impacto ambiental, para fontes energéticas que causam pouco impacto ambiental.

Prezado Anónimo,

tenho plena consciência das problemáticas que envolvem os sistemas agrículas, mesmo para fins energéticos. A energia eólica é bastante viável, assim como a energia solar, ao contrário do que quer mostrar. A falta de soluções práticas nas energias não-poluentes só vem de uma coisa: falta de boa vontade e teimosia. Evidentemente que tudo tem impacto ambiental: até uma pegada nossa. Porém, devemos pensar em termos de potencial de restauração a curto-médio prazo das práticas aplicadas... e não existem soluções tão boas (por enquanto) quanto as chamadas energias renováveis e não poluentes.

Anônimo disse...

Excelso Daniel Simões,

Não é falta de boa vontade nem teimosia. Portugal (e os outros líderes mundiais nesta forma de energia) só tem a produção eólica que tem porque o governo subsidia fortemente a produção eólica. Basicamente o estado obriga a rede eléctrica nacional a comprar energia eólica sempre que esta estiver disponível, mesmo que a eólica esteja mais cara que as outras fontes de energia. Por isso é que se fala no défice tarifário. Porque a eólica está a ser vendida a um preço acima do seu valor de mercado.

Basicamente o estado Português (e os contribuintes) estão a PAGAR para a energia ser produzida por aerogeradores em vez de ser por centrais mais baratas. Estes custos não estão a ser suportados pelos clientes, mas sim pelo estado.

Isto revela boa vontade por parte do governo ao favorecer o ambiente, mesmo a um custo adicional para a nação. É de certa forma um sacrifício que o país faz em prole de um futuro mais verde para todos.

P.S. Para ter uma noção do tamanho do sacrifício, o défice tarifário nas eólicas em Portugal já ascende a 0.9% do PIB ou 1.5 mil milhões de euros. O país decidiu suportar este custo adicional para ter energia mais limpa.

Prescindir de barragens, não só não é viável tecnologicamente (a rede não pode ser composta maioritariamente por fontes intermitentes, por questões de estabilidade), como também é de dúbia viabilidade económica, uma vez que as barragens produzem energia igualmente limpa e muito mais barata que as eólicas.

P.P.S. - Em relação ao solar está errado. Eu tenho a certeza que o solar vai ser uma importante fonte de energia no futuro, mas neste momento a tecnologia ainda está muito imatura. Passando a números: a eficiência de um painel fotovoltaico típico é de apenas 15% (embora existam umas ideias académicas de tecnologias que poderia ir aos 40%, o que tornaria a coisa muito mais interessante). O consenso geral de quem estuda estes assuntos é que o solar está neste momento como a eólica há 20 anos atrás. Foram precisos 20 anos de muito trabalho por milhares de pessoas para a eólica se tornar rentável (e mesmo assim só será verdadeiramente rentável quando o mercado do carbono entrar em vigor e começar a penalizar o gás natural).

A maior central fotovoltaica do mundo tem uma potência de pico de: 97 MW. A barragem do Alto-Lindoso (a maior de Portugal, mas nada de especial comparada com o resto do mundo) tem 600 MW. São precisas mais de 6 das maiores centrais fotovoltaicas para produzir a mesma potência que uma única barragem.

P.P.P.S. - Em abono da verdade, as solares térmicas têm-se revelado muito mais promissoras que as fotovoltaicas, mas os problemas são os mesmos, a escala é que é diferente.

Daniel Simões disse...

Prezado anónimo,

esclareça-me por favor, se souber:

aqui no Brasil (eu sou português mas moro aqui há pouco mais de 5 anos), as empresas de energia eólica são obrigadas a vender a energia para a Companhia da Electricidade do Estado, sendo impedidas por lei de vender a energia diretamente para o público. Ora, isto, evidentemente, cria todo um controle sob a produção, distribuição e formas de gerenciamento energético por parte das instituições estatais e corporações associadas a estas - e consequentemente, controle sob os tarifários energéticos das energias renováveis.

Será que em Portugal se passa o mesmo?

Porque, se for o caso, é perfeitamente compreensível que exista uma enorme dificuldade de baixar os preços das energias renováveis como a eólica.

Será que se não houvesse tal obrigatoriedade aqui no Brasil a energia eólica já teria baixado e muito os preços? Eu acredito que sim.

Anônimo disse...

Excelso Daniel Simões,

Embora existam países onde isso acontece, geralmente as empresas produtoras não vendem directamente ao consumidor. Nem esse modelo de negócio faz sentido no caso da electricidade.

Quando um gerador produz energia, ela é injectada na rede eléctrica. A rede eléctrica é um conjunto de cabos condutores (uma simplificação, a realidade é mais complexa do que isto) que liga todos os consumidores a todos os produtores. Por outras palavras, quando o gerador X injecta energia da rede, todos os consumidores vão receber um pouco dessa energia. É impossível controlar a energia e obrigar a energia do gerador X a só ir para os clientes da empresa X. Por isso é que o modelo de negócio de os produtores venderem directamente aos consumidores não faz sentido. Não é possível assegurar que estão a fornecer energia apenas aos seus clientes.

O que faz sentido, e na prática o que acontece é muito semelhante a isto, embora existam uns ligeiros quirks de país para país, é que os produtores vendam a sua energia à rede eléctrica (que é uma empresa estatal, responsável pela manutenção e construção da infraestrutura da rede eléctrica). E é essa empresa que mais tarde (directa ou indirectamente) vende a energia aos consumidores.

Cabe à empresa que gere a rede eléctrica assegurar que tem sempre energia suficiente para satisfazer todos os clientes. Este detalhe é muito importante, porque se a energia produzida não for suficiente para satisfazer TODA a procura TODOS ficam sem energia (um fenómeno conhecido como brownout). Em Portugal, estas responsabilidades estão algo divididas entre a REN e a EDP.

Para ter a energia que necessita, existe na maioria dos países um mercado de energia (na verdade existem vários mercados, o assunto é algo complexo). Em Portugal e Espanha esse mercado é o Mercado IBérico da ELectricidade (MIBEL). Nesse mercado cada produtor vende a energia que tem disponível a um preço que é determinado pelo mercado. Se existe muita energia disponível, o preço baixa, se existe pouca o preço sobe. O mesmo acontece em relação à procura. Quando aumenta a procura (de manhã) o preço sobe, quando a procura desce (de noite), o preço desce. Esta é a base da tarifa bi-horária. Como é mais barato produzir energia de noite (há menos consumo), o consumidor deveria pagar menos nesse período.

O que acontece com as eólicas é que os governos se comprometeram a comprar a energia eólica sempre que ela estivesse disponível, e a um preço fixo. Mesmo que o mercado esteja cheio de energia mais barata que a eólica, a rede é obrigada a comprar essa energia, a um preço mais caro. Mesmo que não exista consumo para essa energia, a rede é obrigada a comprar. Portugal chegou a vender energia a Espanha a preço quase zero porque não havia consumo suficiente para toda a eólica que estava a ser gerada naquele momento (é impossível armazenar energia eléctrica para ser consumida mais tarde, isso só se consegue fazer em barragens com equipamentos especiais).

(continua)

Anônimo disse...

(continuação)

É esta obrigação de comprar eólica a um preço mais alto, que faz com que os preços sejam mais elevados para os consumidores (quer seja pelo preço directo das tarifas, quer seja por via dos impostos para subsidiar o défice tarifário). Mas se tal não fosse feito, não existiria grande produção de energia eólica porque quer a energia hídrica, quer o gás natural, quer o carvão, quer o nuclear, conseguem produzir energia muito mais barata que a eólica. E se conseguem sempre produzir energia mais barata, a rede nunca iria comprar energia eólica (assumindo que o critério de compra é a energia mais barata).

Esta situação será alterada com o mercado do carbono em que as emissões de carbono terão de pagar licenças de emissão. Isso tornará energias como o gás natural e o carvão mais caras, o que pode tornar as eólicas mais competitivas, i.e. pode torná-las viáveis sem apoio estatal (mas não vai, a curto-prazo, tornar a energia mais barata, antes pelo contrário, vai encarecer a energia no curto-prazo, os benefícios do mercado do carbono são mais a médio e longo prazo).

Resta só dizer que, como disse acima, não faz sentido os produtores venderem directamente aos consumidores. E a ligação de novos produtores à rede não pode ser liberalizada, tendo a gestão da rede estar nas mãos de uma única empresa estatal (por motivos de concorrência e por motivos técnicos relacionados com a segurança da rede eléctrica). O que torna as energias renováveis mais caras é o facto de serem mesmo mais caras, não é não poderem vender directamente ao consumidor final. Aliás se o fizessem provavelmente não conseguiam vender nada, porque não conseguiriam fazer um preço tão baixo como o da concorrência não renovável. É por a energia renovável ser comprada por agentes estatais que o governo os pode OBRIGAR a comprar renovável mesmo sendo mais caro. Se fosse vendida a particulares, o governo não poderia fazer o mesmo (pelo menos num estado democrático). Um outro problema da venda aos consumidores finais é que tem enormes custos. Um dos maiores custos das empresas de energia é enviarem técnicos porta-a-porta medir os valores do contador eléctrico. Ao venderem a sua energia a empresas maiores, as empresas mais pequenas não têm de suportar estes custos, o que torna a sua energia um pouco mais barata. Acresce que, por motivos técnicos, a rede precisa de alguma estabilidade na produção, e para isso precisa de contratos de longa duração e contratos de disponibilidade e outras coisas do género, que não podem estar dependentes do consumidor final.

P.S. tenha em atenção que estes assuntos são MUITO COMPLEXOS, e o conteúdo deste post é uma enorme simplificação dos problemas técnicos e económicos subjacentes à produção de energia renovável e aos mercados eléctricos. A realidade é muito mais complicada do que isto.

Daniel Simões disse...

Prezado anónimo,

grato pela explanação. Para mim isso tudo é reflexo da complexidade intrínseca à ganância das corporações elitizadas que dominam as esferas governamentais, empresariais e institucionais do mundo! Porque se as fortunas investidas na obtenção da eletricidade fossem investidas no desenvolvimento em massa das energias renováveis, não poluentes e respeitadoras do meio ambiente e das culturas populares, evidentemente que o tarifário destas últimas seria muito mais baixo. Só que não interessa a quem está no poder desestruturar os mecanismos já existentes que subjugam o planeta à escravatura energética. Com isto entramos em outro patamar da discussão, uma vez que tais mentes são demoníacas e não se importam minimamente com os impactos ambientais, nem tãopouco com o sofrimento humano. Daí, a busca por soluções humana e ambientalmente viáveis cairem sempre nas complexidades borucráticas e nas teias legais do modo como o sistema está presentemente operando. Mais uma vez eu digo: se realmente houvesse boa vontade e humildade dos poderosos para renegarem a muito do seu poder, veríamos o planeta dar uma reviravolta no modo como se obtém e se utiliza energia, para parâmetros civilizacionais dignos de consciências espiritualmente mais elevadas. Entretanto, vivemos dentro das mil e uma justificações e retóricas que presistem em encaminhar o planeta no sentido do caos.

Anônimo disse...

Caro Daniel,

A complexidade não resulta da ganância, mas sim da busca de eficiência.

Não se esqueça que é completamente diferente gerir uma eólica (que só gera quando há vento e eu nunca sei exactamente quando é que ele aparece), de gerir uma termoeléctrica (que gera quando eu quero, mas tenho de planificar antecipadamente, tenho de comprar o combustível, tenho de aquecer a caldeira, etc) de gerir uma nuclear (que gera sempre a mesma energia, quer se gaste ou não (não é bem verdade, mas o princípio é este)). Como estas formas de energias têm características tão diferentes, precisam de gestão diferente -> mais complexidade.

Adicionalmente, o consumo também varia ao longo do dia (e do ano). Não é a mesma coisa produzir entre as 19h-20h quando toda a gente chega a casa e liga a televisão, ou produzir às 3h da manhã, em que a única coisa ligada é a iluminação pública -> mais complexidade.

Já para não falar na complexidade inerente aos fenómenos físicos.

Não diminua o trabalho dos muitos milhares de pessoas que trabalharam na área durante décadas para agora ter a opção de usar o eólico hoje. Estão a ser investidos rios de dinheiro na investigação de renováveis há muitos anos. Estas coisas demoram tempo. A ciência não é linear. Nem sempre gastar mais dinheiro resulta. Acredite MUITO DINHEIRO tem sido investido nas renováveis.

Repito o que disse anteriormente: Essas tais mentes demoníacas (assumindo que fala das direcções das empresas) não têm nada contra o ambiente. O problema é que, regra geral, proteger o ambiente é mais caro do que não o fazer. Traduzindo para este caso, as renováveis não poluentes são mais caras que as não renováveis poluentes. Por isso é que o governo tem de subsidiar as renováveis. Com o subsídio, as renováveis passam a gerar mais dinheiro que as não renováveis, e por isso os "demónios" investem nas renováveis.

Como um exemplo que os "demónios" vão atrás do lucro e não do dano ambiental: as centrais de fuelóleo (um variante do petróleo). Este tipo de centrais (muito poluentes) era bastante utilizada até aos 70. Depois do choque petrolífero dos anos 70 e da consequente subida do preço do petróleo (que nunca mais voltou aos níveis pré-choque petrolífero), os produtores mudaram os geradores a fuelóleo, para geradores a gás natural que é muito mais barato e menos poluente que o fuelóleo. Neste caso, a "ganância" dos "demónios" foi positiva para o ambiente. Hoje em dia já praticamente não existem centrais a fuelóleo no ocidente (as únicas que existem estão desligadas, e só existem para o caso de existir uma emergência). No mundo Árabe produtor de petróleo ainda são capazes de usar este tipo de centrais, mas no ocidente já não são usadas desde os anos 70.

E isto não são justificações retóricas. Isto é o mundo real. É complexo e não tem soluções simples ou fáceis. Todos os dias muitos milhares de pessoas trabalham para o melhorar. Um passo de cada vez.

É pena as pessoas comuns não se aperceberem do quão complicado são os processos que ocorrem quando ligam um interruptor e esperam que uma luz se acenda.

P.S. por pessoas comuns entenda-se pessoas sem formação em ciência em geral e electrotecnia em particular.

No fundo este último lamento não é diferente de tanta outra tecnologia que utilizamos corriqueiramente. Poucos se apercebem do quão difícil é fazer um processador com milhares de milhões de transístores, ou de quão complicado é encaminhar uma chamada para um telemóvel em movimento (ou até de quão complicado é enviar uma chamada de telemóvel, ponto final), ou do que verdadeiramente acontece quando pisam o acelerador do carro, ou de como as televisões de raios catódicos são uma das mais bem sucedidas aldrabices inventadas pelo homem.

Anônimo disse...

Nem de propósito. Um pequeno exemplo de como o sistema eléctrico pode ser frágil:

http://www.publico.pt/Mundo/falha-macica-de-energia-deixa-california-arizona-e-mexico-parados_1511110

http://www.guardian.co.uk/world/2011/sep/09/blackout-california-arizona-mexico-san-diego

Ter um grande peso de fontes intermitentes e não controláveis, só aumenta a probabilidade deste tipo de falhas graves.