quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nós somos... propriedade legal do Governo Mundial?

7 comentários:

Anônimo disse...

Umas notas e uns devaneios:

Civil vem do latim civilis, que quer dizer relativo ao cidadão. Por isso é que existe lei civil: é a lei dos cidadãos, da mesma forma que uma guerra civil é uma guerra entre os cidadãos ou que as liberdades civis são as liberdades dos cidadãos.

Nunca ouvi falar na expressão "lei em solo". Talvez num país mais religioso o termo seja usado para a separar das regras religiosas as "leis divinas".

Ao contrário do que diz o vídeo o UCC não é uma lei universal. Nem sequer é uma lei. É um conjunto de recomendações. Só será lei depois de ser aprovada a legislação nos parlamentos dos diferentes estados americanos. Sim, a UCC só é usada nos EUA. Não há universalidade nenhuma na UCC.

Existe um acordo similar na "Convenção das Nações Unidas para a Venda Internacional de Mercadorias" (CISG em Inglês), mas apenas regula o comércio internacional entre países que a tenham adoptado (cerca de 70 países neste momento).

Estas normas existem para facilitar a existência de negócios internacionais (e interestaduais no caso da UCC nos EUA). Servem de garantia que quem compra qualquer coisa, vai receber o produto que comprou, e também garante que o vendedor recebe o dinheiro da venda. Tudo isto dentro dos termos contratuais, obviamente.

A grande maioria desses acordos não é mais do que bom senso. Mas são importantes para proteger o direito quer dos vendedores, quer dos compradores de não serem enganados. O que me parece uma coisa justa e boa.

Ao contrário do que o vídeo afirma, a UCC (e a CISG) não são baseadas em qualquer lei do Vaticano (embora, como qualquer documento cheio de normas de senso comum, muitas das suas ideias são universais, e como tal também estão previstas nos regulamentos do Vaticano).

Já a inspiração Romana é verdade. Mas isso é apenas porque TODO o sistema legal de quase todos os países do MUNDO (talvez na Coreia do Norte o sistema seja diferente) é baseado no sistema de justiça de Roma antiga (que por sua vez é apenas um refinamento do sistema grego). Das Américas à Ásia menor à Oceânia, todos os países usam uma variante do modelo de justiça romana. Uma das maiores contribuições do antigo império para o mundo.

A história do navio que aporta num "birth" (na verdade escreve-se berth) só se pode aplicar na língua inglesa. Na língua portuguesa, um berth é um ancoradouro, um cais, um fundeadouro, um porto ou um abrigo. Não tem nada de maternidade.

Mesmo a origem da palavra berth, é duvidoso que esteja relacionado com nascimento:
http://www.word-origins.com/definition/berth.html

Quando um navio está em altos mares aplica-se a chamada "lei internacional" e não a UCC. A UCC por si não vale nada. A lei internacional é um conjunto de convenções assinadas por uma série de países. Os altos mares (ou mais correctamente as águas internacionais) são um pouco um free for all, embora cada embarcação tenha sempre que cumprir as leis do seu país (em teoria, na pratica não é bem assim). O principal problema das "águas internacionais" é que são impossíveis de fiscalizar. Basicamente, tudo o que não seja directamente contra os acordos internacionais (e são poucos e regulam pouco), não pode ser punido por ninguém, porque nenhum país tem jurisdição sobre as águas internacionais.

Quando um navio aporta, geralmente tem de entregar o seu manifesto à alfandega, de acordo com as regras alfandegárias de cada país. Cada país tem as suas, e todas elas são diferentes. Isto acontece por questões de controlo de tráfego ilegal (de droga, armas, pessoas, etc.) e porque muitas dessas mercadorias têm de pagar um imposto alfandegário. Não vejo nada de maldoso nisto. É importante também referir que certas mercadorias têm de ter tratamento especial, e por isso é boa ideia que as autoridades portuárias saibam quando está atracado um barco que transporta explosivos, ou um barco que transporta resíduos ou outro material sensível qualquer.

(continua)

Anônimo disse...

(continuação)

Um certificado de nascimento não é um comprovativo de propriedade. Se eu apresentar o certificado de nascimento do Daniel não posso dizer que o Daniel é minha propriedade. O certificado de nascimento é um comprovativo de nascimento. É um registo do nascimento de um cidadão. Nada mais do que isso. Também não conheço nenhum certificado de nascimento que diga o que se espera que aquele indivíduo faça no futuro (excepto talvez a Índia, onde ainda impera um sistema de castas).

Aquela história de uma certidão de nascimento funcionar como uma garantia em Wall Street é uma pérola. Não há nada que sequer se assemelhe a tal barbaridade. Isto não quer dizer que nas bolsas não exista nada em nosso nome sem nós sabermos. Todos os fundos de pensões (mesmo os estatais) investem nas bolsas por exemplo. Mas as certidões de nascimento não são comercializadas em bolsa. Nem poderiam ser. Valem ZERO. Uma certidão de nascimento não é um documento de posse de um individuo. Quem é que vai pagar por um papel que vale zero?

O número que aparece em qualquer certidão (do que quer que seja, nem precisa de ser de nascimento), é o número que a permite identificar univocamente. Serve apenas para combater falcatruas (como certidões falsificadas e coisas assim).

Já agora a posse de indivíduos chama-se escravatura e é ilegal em 99.99% dos países (talvez seja legal na Coreia do Norte).

O termo recursos humanos tem origem nos anos 60 (já muito depois de ter sido derrotado o Nacional Socialismo Alemão).
http://en.wikipedia.org/wiki/Human_resources#cite_note-Merriam-Webster_Dictionary_definition_citation-0

O nome é o resultado do desenvolvimento de novas técnicas administrativas. É o resultado da generalização do conceito de recurso para incluir o trabalho das pessoas da empresa. Esta generalização permite, de modo formal, os gestores pensarem: para fabricar uma lâmpada eu preciso de 2 pessoas a trabalhar durante 5 horas. Como tal, cada lâmpada precisa de 5*2=10 pessoas-horas de trabalho. Se quiser fazer 100 lâmpadas preciso de utilizar 100*10 = 1000 pessoas-hora. Para fabricar as 100 lampadas com 10 trabalhadores preciso de 1000/10 = 100 horas. Se quiser fabricar as 100 lâmpadas em 10 horas preciso de contratar 1000/10 = 100 trabalhadores.

Ao tratar o trabalho humano como recurso, torna-se mais fácil fazer este tipo de planificação do trabalho. É isto que motiva o nome Recursos Humanos.

A história da NWO e dos simbolos e dos significados das palavras, cai por terra se pensarmos que essas coincidências linguísticas (que existem à séculos, berth data do século XVI), só existem na língua Inglesa. Já a história da venda dos certificados de nascimento é anedótica. Quem é que vai comprar um papel que nada vale? Como é que vão rentabilizar o investimento? Não faz sentido de forma nenhuma.

Daniel Simões disse...

Prezado anónimo,

é realmente incompreensível como é que o cavalheiro continua visitando um blogue que, em sua visão, só posta coisas erradas, informações inverdadeiras e visões distorcidas. Isso parece demonstrar 1) ou falta de amor próprio 2) ou intensão de desacreditar o blogue.

A primeira avalanche que recebi dos seus comentários terminou quando não conseguiu mais contestar que vivemos num mundo sem liberdade. Agora reapareceu e continua vindo sempre à procura de desacreditar tudo o que posto. Em quantos blogues o cavalheiro está a agir da mesma maneira? Pela quantidade de vezes que comenta, pelo tamanho dos comentários e pelo conhecimento que demostra, parece que não faz mais nada na vida. Será que está a ser pago para desacreditar aqueles que procuram despertar os outros para o verdadeiro sistema de tirania mundial em que estamos a viver? Para quem o cavalheiro trabalha? E porque não se identifica já que acredita tanto no sistema em que vive e defende?

Anônimo disse...

Ah, o velhinho fugir à questão...

Tem medo de questionar as suas convicções? Tem medo que se revelem irracionais?

Daniel Simões disse...

Já aqui estivémos antes e eu tive de lhe responder a montes de questões sobre o tema da liberdade nas sociedades atuais e a instauração de um governo mundial tirânico. Mas mesmo assim, naquela altura, não me respondeu:

Em quantos blogues o cavalheiro está a agir da mesma maneira? Pela quantidade de vezes que comenta, pelo tamanho dos comentários e pelo conhecimento que demostra, parece que não faz mais nada na vida. Será que está a ser pago para desacreditar aqueles que procuram despertar os outros para o verdadeiro sistema de tirania mundial em que estamos a viver? Para quem o cavalheiro trabalha? E porque não se identifica já que acredita tanto no sistema em que vive e defende?

Será que vai continuar a fugir às questões que lhe coloco? Mas lembre-se: não vale mentir nas respostas!

Daniel Simões disse...

Entretanto começo a desconfiar que o seu nome pode ser Nelson!

Anônimo disse...

Tudo questões pertinentes para o tópico em questão ...