segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Despertar da Sociedade Civíl

No vídeo a seguir é exposta a indignação social e legal perante os maus tratos recebidos por um cachorrinho. O lado positivo é que os maus tratos dos animais está a começar a ser visto pela sociedade civil como os maus tratos a um ser humano. Qual, então, a diferença entre mal tratar um cachorro na privacidade do lar e mal tratar publicamente um boi numa arena? Precisamos rever os valores sociais, tradicionais, culturais, humanitários, individuais.

2 comentários:

Anônimo disse...

A principal diferença é que o boi foi criado para o propósito do espectáculo na arena. Já o cão não foi criado para ser espancado no seu lar.

Se não fosse o espectáculo na arena, aquele touro nunca teria existido, nunca teria tido diversos anos de boa vida (comparado com muitos outros animais). Da mesma forma que a maioria das vacas nunca existiria se não fossem mortas no matadouro.

Tal como nós criamos vacas para serem mortas no matadouro, ou criamos trigo para ser esmagado num moinho, também criamos touros para morrer na arena. Esse é o seu propósito, é a sua função. Foi para isso que foram criados. Não existiriam sem esse propósito.

No mundo natural, os animais (e plantas) morrem todos os dias. E morrem de forma violenta, cruel e dolorosa. É a natureza da gazela ser comida pelo leão. Mas frequentemente, o leão é cruel. Mata a gazela mais fraca: a gazela recém-nascida, a gazela idosa, a gazela doente, as que não conseguem fugir.

Aquilo que o ser humano faz não é muito diferente disto. Com duas diferenças fundamentais:1) Nas touradas, não matamos os animais mais fracos. Pelo contrário, os touros das touradas são os elementos mais fortes da sua espécie, e estão no auge da sua forma física. 2) ao contrário da maioria das outras espécies, nós criamos a maioria dos animais (e plantas) que matamos. Foram criadas por nós com esse propósito específico. Esses animais não existiriam se não tivessem esse propósito. Porque têm este propósito, estes animais têm aquilo que nunca teriam na Natureza. Têm quem lhes dê de comer, têm quem os proteja. Ao contrário de qualquer animal selvagem, que tem de lutar pela vida todos os dias, estes animais têm a sua vida assegurada, até ser a altura de cumprirem o seu propósito...

P.S. não sou apreciador de touradas, apenas exponho o ponto de vista contraditório.

Daniel Simões disse...

Exatamente: contraditório com todo o procedimento de uma civilização pacífica e em equilíbrio com a Natureza.

As touradas são uma das expressões mortificantes, destrutivas, negativas e violentas que caracterizam a sociedade actual.

Devido à sociedade actual viver tal contrariedade é que a quantidade de vozes que se erguem com o intuito de criar um mundo mais digno para todos (pessoas, animais e Mãe Natureza em geral) é cada vez maior!

Temos o dever de - em prol da nossa própria sobrevivência física e da restauração da nossa sanidade mental - transcender os apegos egóticos tradicionalistas, familiares, geneologistas, patrióticos, etc. e ter a ousadia e a coragem de semear em nossos corações o sonho de um mundo de parametros civilizacionais mais elevados, pacíficos, vivificantes, positivos e construtivos.

Será que as famílias tauromáquicas (as tais que se dizem tão corajosas e ousadas ao enfrentar o touro na arena) terão a coragem e a ousadia de sonhar ideais mais sublimes e começarem a pisar fora da zona de conforto dos valores a que se têm agarrado com unhas e dentes desde há imensas gerações?

Terão tais famílias a criatividade suficiente para dar à luz novos estilos de vida?

Terão elas a humildade para, pelo menos uma vez, se questionarem:

"Será que estou certo?"